Diretor Administrativo do Hospital São João Batista fala sobre serviço de urgência e emergência

por vca — publicado 26/06/2013 13h14, última modificação 11/03/2016 09h08
25/06/2013

O Diretor Administrativo do Hospital São João Batista (HSJB), Sérgio Pinheiro, atendendo ao requerimento do Presidente da Comissão de Saúde e Assistência Social da Casa, Vereador Sérgio Norfino (PSDB), se manifestou a respeito do serviço de urgência e emergência do HSJB na reunião ordinária desta terça-feira (25).

Sérgio pontuou que Hospital São João Batista é como se fosse o nome fantasia da Fundação Assistencial Viçosense (FAV), que é uma fundação privada mantenedora do hospital.

Ele exibiu uma certidão de filantropia que o HSJB apresenta ao Ministério Público que tem validade até setembro de 2014 e salientou que a FAV realiza prestação de contas ao Ministério Público e ao Tribunal de Contas de Minas Gerais e tem as contas aprovadas.

Em seguida, ele apresentou fotos do Hospital e dos serviços prestados e explicou alguns procedimentos, como o de pronto atendimento, ortopedia, acomodações do Sistema Único de Saúde (SUS), CTI, hemodinâmica, acomodações de convênios e o serviço de Nefrologia.

O Diretor Administrativo do HSJB falou do Art. 196 da Constituição Brasileira que prevê que a saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação e também da lei que propõem a contratação dos prestadores de serviço para cumprir esse artigo, sendo o serviço de internação e o hospitalar de urgência e emergência.

“O serviço que estamos enfrentando problemas é o serviço de Pronto Atendimento (PA), que é o atendimento ambulatorial de urgência e emergência. Sendo as principais dificuldades: o desequilíbrio financeiro do serviço; dificuldade em encontrar profissionais médicos; baixa de resolução na rede de atenção primária (PSF e outras unidades) de Viçosa e microrregião; elevação do número de acidentes; elevação dos casos de violência e os eventos de bebida liberada, pois quando há esses eventos os profissionais não querem assumir o plantão e Reação violenta de alguns usuários às dificuldades do serviço”, ressaltou Sérgio.

Ele ainda fez a observação de que esses problemas no Pronto Atendimento dos hospitais vêm se arrastando há anos e apresentou a tabela com os custos e receitas do pronto atendimento no HSJB em 2012.

PRONTO ATENDIMENTO - HSJB

MÉDIA MENSAL 2012

(A) CUSTO TOTAL AMBULATÓRIO GERAL (a+b)

 R$ 167.443,91

(a) CUSTOS DIRETOS

 R$ 125.636,15

Despesas c/ Pessoal

 *R$ 114.681,25

Despesas c/ Materiais

 R$   9.810,52

Despesas Administrativas

 R$   1.144,38

(b) CUSTOS INDIRETOS

 R$  41.807,75

(B) RECEITA TOTAL DO AMBULATÓRIO GERAL

 R$  89.080,05

Receita SUS............. (82,42% dos pacientes) (Pacote)

 R$          29.038,40

Receita Convênio.........(17,58% dos pacientes)

 R$          26.273,03

Receita Particular

 R$            1.268,62

Prefeitura Municipal de Viçosa

 **R$          32.500,00

RESULTADO AMBULATÓRIO GERAL (B-A)

 R$ (78.363,85)

OBS.: O repasse da PMV foi elevado para R$ 40.000,00, mas em contra partida as despesas com pessoal foram elevadas em R$ 11.000,00.

E também exibiu os custos do PA e valores do SUS para atendimento ambulatorial, sendo, o Custo médio mensal do PA, R$ 167.443,00; por dia, R$5.581,43 e por consulta (100 consultas dia), R$ 55,81. E os valores do SUS: consulta, R$2,28; medicação, R$0,50 e observação mais de 4 horas, R$12,00.

Para finalizar, ele apresentou a escala dos plantões do HSJB:

- Janeiro – 24 horas sem plantonista

- Fevereiro – 24 horas sem plantonista

- Março – 12 horas sem plantonista

- Abril – 24 horas sem plantonista

- Maio – 108 horas sem plantonista

- Junho – 168 horas sem plantonista (até a presente data-25/06/2013)

Sérgio explicou que a partir de maio a situação começou agravar, pois o HSJB além das dificuldades de contratação de médicos, a questão financeira se encontra complicada. E dada a isso a Fundação encaminhou um ofício ao Prefeito, Celito Sari apontando as dificuldades enfrentadas pelo Hospital e dada a urgência foi solicitado ao Executivo que se pronuncie até 28/06.

“A impossibilidade de manutenção dos serviços, caso não haja um aporte maior de recurso, o que obrigará o Hospital, muito contra a sua vontade, a suspender temporariamente as atividades do PA. Nós estamos solicitando um apoio da Câmara Municipal e de toda a população, pois sabemos a importância do serviço de pronto atendimento para todos”, finalizou.